Thursday, November 7, 2013

Giovanna Rodrigues

Catarina Palse 


Catarina Palse era de origem Húngara, viera da Transilvânia para escapar da miséria. Catarina teve a família assassinada e foi estuprada por soldados durante a revolução húngara contra a Áustria. 



Aos quinze anos, casou-se com Peter Palse, foram aconselhados por conhecidos a vir para o Brasil em busca das melhorias de vida. Durante a viagem, Sr. Palse cometeu suicídio e em 1857 com 20 anos e solitária, Catarina chegou a capital gaúcha. Cinco anos depois, começou a se envolver com José Ramos e, em 1963, começaram a viver juntos na Rua do Arvoredo (hoje Fernando Machado), palco dos crimes.




Quando os crimes começaram a ser efetuados, cabia a Catarina atrair as vítimas, geralmente abordadas no Beco da Ópera, onde nos dias de hoje localiza-se a Rua Uruguai. Catarina levava as vítimas por becos escuros e ladeiras para um sobrado que ficava atrás da antiga Matriz.

Na casa do casal, as vítimas eram degoladas, esquartejadas e descarnadas. Toda essa carne era transformada em linguiça que era vendida no açougue de Carlos Claussner que ficava na Rua da Ponte (atual rua Riachuelo). Segundo os registros daquela época, a carne era muito bem aceita no comércio.



Ramos foi condenado à forca pelos seus crimes, mas há registros que dizem que o açougueiro foi absolvido e condenado à prisão perpétua, quanto Catarina acabou sendo presa e morrendo anos depois em um hospício.  

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